quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Assim me tornei uma dirigente da Seicho-No-Ie

Assim me tornei uma dirigente da Seicho-No-Ie

No que diz respeito à Seicho-No-Ie, desde pequena em minha casa sempre tinha um Preceito de parede que meu pai colocava atrás da porta de entrada. Todos os dias eu mudava a data e lia as lindas mensagens ali contidas. Eram folhas brancas com o logotipo em vermelho.
Meus pais são de descendência portuguesa. Meu pai era católico e minha mãe evangélica. Desde pequena sempre acreditei que todos somos filhos de Deus e que Deus não faz distinção entre seus filhos. Então me questionava em relação à salvação. Acreditava que todos eram amados por Deus.
Além de sempre ter sido boa aluna, tinha uma característica importante, que é o fato de ser muito harmoniosa e conciliadora.
Minha avó paterna era muito sábia e me transmitiu muitos conceitos de ética e valores. Sempre que eu ia em sua casa, observava uma pequena revista chamada Acendedor ao lado de sua cama.
Nunca me interessei em lê-la, apesar de identificar o logotipo, igual ao do Preceito de parede
que tinha em minha casa.
Outra coincidência era que minha avó materna morava perto da Sede Central, e todas as vezes que passava em frente da Sede para ir a sua casa eu pensava: “Gostaria tanto de poder entrar nesta igreja de japoneses...”. O tempo passou.
Um dia, na sala de espera da Escola de Educação Infantil em que minha filha Monique estudava (na época com 4 anos), enquanto aguardava para ser atendida, comecei a ler uma revista intitulada Pomba Branca, e não parei mais.
Descobri, ao folhear aquelas páginas, que todos os meus conceitos e sentimentos se encaixavam como peças de um quebra-cabeça. Li e reli a revista várias vezes.
Uma alegria imensa invadiu meu coração. Encontrei o caminho.
Mas não era o suficiente, queria mais. Mas como ir àquela igreja de japoneses? Então, um belo dia, ao passar pela calçada da rua onde moro, em uma garagem um adesivo em um carro chamou-me a atenção! Era o mesmo logotipo daquele Preceito que tinha em minha casa, na minha infância, e também na revista Pomba Branca que ganhara da diretora da escola de minha filha.
Tornei-me amiga da dona da casa (Marlúcia, hoje presidente em uma Associação Local da Pomba Branca), que me levou à Sede Central para uma reunião à tarde. Estava sendo realizada a Cerimônia de Purificação da Mente. Ao entrar foi tudo mágico, como se eu já tivesse estado ali.
Ao término do meu primeiro contato em uma reunião da Seicho-No-Ie, passei a livraria e adquiri vários livros. Fui até a sala da Missão Sagrada e inscrevi toda a minha família, em seguida fui até a sala da Forma Humana e preenchi para todos, prática constante até hoje. Não entendia bem as cerimônias, mas com o coração aberto eu aceitava e praticava tudo o que aprendia.
Meu lar, que sempre foi harmonioso, passou a ser cada vez mais feliz.
Em uma das vezes que fui à Sede Central, quando me dirigia à livraria, um cartaz chamou-me a atenção: Reunião de Crianças, domingo das 9:00 às 11:00. Pensei: Se tem um lugar que eu gostaria de colaborar na Seicho-No-Ie é com as crianças!
O tempo passou, continuei a freqüentar as reuniões na Sede Central sempre que possível, adquiria livros e revistas para doar. O desejo do meu coração era compartilhar minha felicidade através da Seicho-No-Ie com o maior número possível de pessoas.
Eu não tinha noção de organização, mas muito amor e gratidão ao mestre Masaharu Taniguchi. Cheguei a mandar minha filha a Ibiúna para um Seminário para Crianças. Na época ela apresentava um cisto na mãozinha. Eu disse a ela: “Filha, quando você praticar a Meditação Shinsokan, mentalize que esse carocinho já sumiu”. Ela voltou do seminário sem ocarocinho! Esta é apenas uma das várias experiências as quais vivo, a cada dia, desde que conheci a Seicho-No-Ie.
Quando meus filhos, Monique e Renan, estavam respectivamente com 8 e 2 anos, resolvi procurar uma Associação Local para freqüentar e que tivesse Reunião de Crianças também. Para chegar à mais próxima de minha casa eu tinha de tomar duas conduções. Mesmo assim tomei a decisão de passar a freqüentá-la.
As Reuniões de Crianças eram aos sábados. Meu marido, Armindo de Jesus Salvador dos Santos, levava as crianças. E assim começou minha trajetória como dirigente da Seicho-No-Ie. Eu colaborava com todas as atividades da Associação Local. Certa feita, as responsáveis pela Reunião de Crianças tinham de participar em um Seminário em Ibiúna, então me convidaram para tomar conta de uma reunião. Que alegria! Sem hesitar, disse “sim”. Nesse momento acredito que Deus passou a conduzir ainda mais a minha vida.
Nunca mais parei. Até hoje atuo na Associação Local.
Como aprendi com o Mestre, em seus livros, a deixar papel e caneta, além de um pequeno gravador, ao lado da cama para não perder nenhuma idéia, comecei a escrever e a compor músicas para as crianças, sempre com fundo doutrinário.
Após um Seminário para Crianças em minha Regional, fui convidada a participar de reuniões do Departamento Infantil na Sede Central, para colaborar na elaboração de apostilas, apresentar seminários e convenções. Em seguida, passei a fazer parte do projeto de um jornal infantil chamado Querubim. Até hoje atuo na equipe como redatora e produtora.
Tenho dois hobbies que são música e fotografia. Até mesmo meus hobbies são vivificados para colaborar com a Seicho-No-Ie. Gravei um CD infantil com várias músicas de minha autoria, e atualmente tenho trabalhado o segundo CD, no qual vamos inserir músicas sobre meio ambiente, educação e uma linda homenagem à profa Teruko Taniguchi, já que faz parte do primeiro CD, uma
homenagem ao mestre Masaharu Taniguchi. Na madrugada do dia 12 de setembro de 1997 (dia do meu aniversário) acordei com a inspiração da música que escrevi em homenagem ao Mestre, intitulada “Obrigado, Mestre”.
Em 2004, fui convidada pela profa Marie Murakami, juntamente com a preletora Darci Bezzi, para assumir a Revista Seicho-No-Ie Pomba Branca como editora. Em 2005 assumi a vice-coordenação do Departamento Infantil, juntamente com a preletora Lílian Norimatsu. Temos realizado um grandioso trabalho de levarmos o ensinamento da Seicho-No-Ie para o maior número de crianças, ampliando a quantidade de reuniões, seminários nas Regionais, nas Academias e em paralelo ao Seminário da Luz.
Tenho imenso orgulho de ser “divulgadora” da Seicho-No-Ie.
Em todos os faróis de minha cidade (São Bernardo do Campo-SP) distribuo revistas da Seicho-No-Ie para os adultos e Jornal Querubimpara as crianças.
Amo o que faço e sou muito grata a Deus por todas as oportunidades de manifestar minha capacidade e talento em prol do Movimento de Iluminação da Humanidade.
Minha eterna gratidão ao mestre Masaharu Taniguchi e à profa Teruko Taniguchi, à Associação Pomba Branca da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, hoje tendo a querida preletora Leonor Ichikawa como presidente, e a toda a equipe, que ali trabalha com tanto amor e dedicação.Muito obrigada!

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